|Previous Page | Home Page |
Jim Gibson
Geoscience Research Institute, Loma Linda, California
Última atualização:5 de Março de 2002
Tradução: Urias Echterhoff Takatohi e Marcia Oliveira de Paula
Este trabalho representa o início de uma tentativa de responder a questões que são freqüentemente feitas por interessados em criação. Solicitamos seus comentários a fim de transformar este material em um recurso mais útil. Sugestões são preservadas mais facilmente se são escritas. Podem também ser enviadas por e-mail para: jgibson@univ.llu.edu
Aqui são dadas algumas referências. Não há a intenção de que sejam abrangentes, mas servem para conferir as opiniões dadas aqui. Também podem servir de ponto de partida para aqueles que desejam estudar o tópico com mais detalhes.
DECLARAÇÃO: AS IDÉIAS APRESENTADAS AQUI NÃO REPRESENTAM O PONTO DE VISTA OFICIAL DE NENHUM GRUPO OU INDIVÍDUO. PODEM NEM MESMO REPRESENTAR MEUS PONTOS DE VISTA QUANDO VOCÊ AS ESTIVER LENDO. ELAS SÃO APENAS UMA TENTATIVA DE APRESENTAR ALGUMAS IDÉIAS QUE PODEM SER ÚTEIS AO CONSIDERAR OS PROBLEMAS DA COMPREENSÃO DA HISTÓRIA DA TERRA.
PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE DINOSSAUROS
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1.Os dinossauros existiram?1
Sim. Cerca de 285 tipos (gêneros) são conhecidos,2 com tamanhos variando desde o de um corvo até 30 m ou mais de comprimento. Aproximadamente metade destes são representados por um único exemplar, enquanto 10 deles têm pelo menos 40 exemplares. A maior diversidade de dinossauros é encontrada na parte superior das rochas do Cretáceo (Maastricianas).
2. Foram encontradas pegadas de seres humanos junto a pegadas de dinossauros?
Não. Houve um anúncio de que tais pegadas foram encontradas juntas no leito do rio Paluxy no Texas, mas esta afirmação foi abandonada por todos os criacionistas com treinamento científico. As pegadas de dinossauro são genuínas, mas as humanas não são.3
3. Os cientistas crêem que as aves evoluíram dos dinossauros?
Esta é uma questão que envolve atualmente acaloradas discussões. Têm sido encontrados certos fósseis com alguns aspectos típicos de aves e outros aspectos mais típicos de dinossauros.4 O Archaeopteryx é um exemplo famoso. Alguns fósseis de dinossauros achados recentemente na China têm traços semelhantes a filamentos que alguns cientistas afirmam que são evidências de penas, mas as estruturas não se parecem com penas de vôo comuns e o assunto ainda não está resolvido. Alguns cientistas têm apresentado evidências para argumentar que as aves não podem ter evoluído dos dinossauros.5 Alguns cientistas têm proposto que as aves evoluíram de um grupo diferente de répteis, não de dinossauros.6
De um ponto de vista criacionista, a presença de penas em um dinossauro não significaria que as aves dever estar relacionadas a dinossauros. Todas aves têm penas, mas isto não quer dizer que todas aves evoluíram de um único ancestral comum. Pode ter havido vários grupos de aves e outros organismos com penas criados separadamente.
4. O que os dinossauros comiam?
Aparentemente a maioria dos dinossauros eram herbívoros. Alguns podem ter comido pequenos animais se estivessem disponíveis. Alguns comiam peixes, enquanto outros provavelmente comiam animais maiores, tais como outros dinossauros.7
5. Os dinossauros tinham sangue quente?
Os cientistas não concordam quanto à resposta para esta pergunta. Os dinossauros provavelmente não tinham sangue quente como as aves e os mamíferos. Eles podem ter vivido em climas quentes e úmidos. Consequentemente não teriam dificuldade em se manter aquecidos. Os dinossauros maiores teriam conservado o calor mais eficientemente que os menores. O metabolismo deles pode ter sido mais rápido do que o dos répteis atuais.8
6. Deus criou os dinossauros ou eles são o resultado do mal?
Deus criou toda a vida, incluindo os ancestrais dos dinossauros. Entretanto, não sabemos quanto os animais podem ter mudado após a criação. Não podemos identificar nenhum fóssil como sendo uma forma individual criada originalmente. Os únicos fósseis que temos são de animais que viveram mais de mil anos após a criação. Não sabemos como eram as formas originalmente criadas.
7. Havia algum dinossauro na arca?
Ninguém sabe a resposta a esta pergunta. Não há evidências de que estiveram na arca e não há evidência de que existiram após o dilúvio. Tanto quanto podemos dizer, parece que eles foram destruídos durante o dilúvio. Houveram relatos ocasionais de que supostos dinossauros viviam na Escócia, Zaire ou no oceano. Nenhum destes relatos foi confirmado e todos parecem ser falsos. Alguns criacionistas têm interpretado as referências bíblicas ao leviatã ou o beemote como referências aos dinossauros, mas isto é pura especulação, e esses nomes podem muito bem ter se referido a outros grandes animais tais como: crocolilos baleias, hipopótamos, etc.
8. Que problemas não resolvidos sobre os dinossauros são de maior preocupação?
Como podemos explicar o que parece ser ninhos de ovos de dinossauro e filhotes em sedimentos que acreditamos terem sido provavelmente depositados pelo dilúvio?9 Por que não encontramos fósseis de dinossauros misturados com fósseis de mamíferos que vivem hoje? Como o homem podia sobreviver com estes poderosos animais vivendo ao redor?
Muitos livros já foram escritos sobre dinossauros. Alguns exemplos são listados a seguir. (a) Carpenter K, Hirsh KF, Horner JR. 1994. Dinosaur eggs and babies. Cambridge: Cambridge University Press; (b) Fastovsky DE, Weishampel DB. 1996. The evolution and extinction of the dinosaurs. Cambridge: Cambridge University Press; (c) Lockley M, Hunt AP 1995. Dinosaur tracks. NY: Columbia University Press; (d) Weishampel DB, Dodson P, Osmolski H, editors. 1990. The dinosauria. Berkeley: University of California Press; (e) Padian K, Currie PJ, editors. 1997. Encylcopedia of dinosaurs. NY: Academic Press.
Dodson P. 1990. Counting dinosaurs: how many kinds were there? Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 87:7608-7612. Dodson contou 285 gêneros. Desde aquele tempo, vários outros gêneros foram nomeados.
Neufeld B. 1975. Dinosaur tracks and giant men. Origins 2:64-76.
Informações sobre o Archaeopteryx são encontradas em muitos livros tais como: (a) Carroll RL. 1988. Vertebrate paleontology and evolution. London: WH Freeman. Os fósseis Chineses são discutidos em vários trabalhos, e.g.: (b) Qiang J, Currie PJ, Norell MA, Shuan J. 1998. Two feathered dinosaurs from northeastern China. Nature 393:753-761; (c) Stokstad E. 2000. Feathers, or flight of fancy? Science 288:2124-2125.
(a) Burke AC, Feduccia A. 1997. Developmental patterns and the identification of homologies in the avian hand. Science 278:666-668; (b) Ruben JA, et al. 1997. Lung structure and ventilation in theropod dinosaurs and early birds. Science 278:1267-1270.
(a) Martin LD. 1991. Mesozoic birds and the origin of birds. In: Schultze H-P, Trueb L, editors. Origins of the higher groups of tetrapods. Ithaca and London: Comstock Publishing Associates, Cornell University Press, p 485-540; (b) Tarsitano S. 1991. Ibid, p 541-576; (c) Jones TD. 2000. Nonavian feathers in a Late Triassic archosaur. Science 288:2202-2205; (d) Stokstad (ver Nota 4c).
Ver, e.g.: (a) Kennedy ME. 1994. Paleobiology of dinosaurs. Geoscience Reports No. 17. Loma Linda, CA: Geoscience Research Institute, Loma Linda, CA.; (b) Lamert D, and the Diagram Group. 1990. The dinosaur data book. NY: Avon Books.
Ver: (a) Ruben JA, Hillenius WJ, Geist NR, et al. 1996. The metabolic status of some late Cretaceous dinosaurs. Science 273:1204-1207; (b) Fisher PE, Russell DA, Stoskopf MK, Barrick RE, Hammer M, Kuzmitz AA. 2000. Cardiovascular evidence for an intermediate or higher metabolic rates in ornithischian dinosaur. Science 288:503-505
Vários destes depósitos são transportados não sendo ninhos verdadeiros. Ver: Kennedy EM, Spencer L. 1995. An unusual occurrence of dinosaur eggshell fragments in a storm surge deposit, Lamargue Group, Patagonia, Argentina. Geological Society of America Abstracts with Programs 26(6):A-318.
_______________________________________________________________________
Última atualização 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. Os homens das cavernas realmente existiram?
Sim. Houveram seres humanos que viveram em cavernas e podem haver alguns que ainda moram. Isto não significa que eles sejam semelhantes às figuras vistas em caricaturas de estórias em quadrinhos que você possa ter visto. Acredita-se que o homem de Cro-Magnon pode ter sido um homem das cavernas porque se crê que ele seja responsável por algumas pinturas notáveis em cavernas na França e áreas próximas. O homem de Cro-Magnon é essencialmente o mesmo que os europeus modernos e pode representar os europeus pré-históricos.1
2. Existem realmente fósseis que se parecem com homens-macaco?
Já foram encontrados fósseis que parecem ter uma mistura de características humanas e de macacos. Há vários tipos destes tais como o homem de Java, o homem de Pequim e vários tipos da África conhecidos como os "erectinos". Estes parecem ter sido humanos, mas de uma forma diferente. Para interpretações criacionistas e evolucionastes destes fósseis, veja as referências.2
3. Os homens de Neanderthal eram humanos verdadeiros?
A maioria dos criacionistas crêem assim, mas a questão é controversa.3 O homem de Neanderthal provavelmente viveu em cavernas, mas não eram homens-macaco. O crânio tinha um formato diferente da maioria dos homens modernos, mas o espaço do cérebro era maior. Eles aparentemente tinham cultura e eram provavelmente muito inteligentes. Os homens de Neanderthal tinham alguns traços singulares, mas nada que pudesse ligá-los aos macacos de algum modo particular. Algumas das diferenças em seu crânio podem ter sido parcialmente produzidas como resposta a um clima severo e a alimentos duros à mastigação. Aparentemente tinham uma constituição física mais robusta do que as pessoas que vivem hoje.4 O recente seqüenciamento do DNA mitocondrial do osso de um Neanderthal indica que o DNA do Neanderthal é bastante diferente do DNA de humanos atuais.5 Entretanto, isto não significa que eles não eram humanos verdadeiros, e muitos antropólogos os aceitam como humanos com adaptações para um clima frio e condições de vida duras.6
4. O que são fósseis humanos "arcaicos"?
Há um grupo de material esquelético que não se encaixa facilmente em nenhuma outra categoria, e são referidos tipicamente como "Homo sapiens arcaico." Eles têm geralmente cristas orbitais salientes, como humanos "erectinos" e "arcaicos". Eles tem espaço cerebral maior do que os erectinos, e não apresentam a saliência bem marcada (torus ocipital) na parte de trás do crânio que os homens de Neanderthal têm.7
5. Que se pode dizer dos Australopithecus?
Os Australopithecus foram provavelmente um tipo extinto de macaco.8 Eles tinham algumas similaridades com os seres humanos, mas tinham um cérebro de tamanho aproximado do de um chimpanzé e alguns aspectos que sugerem que viviam em árvores. Aparentemente podiam andar eretos, mas há alguma evidência de que eles teriam certa dificuldade para andar assim.9
6. Há alguma seqüência evolutiva que vai dos macacos ao homem?
Há vários tipos de fósseis que possuem uma mistura de características humanas e de macaco. Tem sido feitas tentativas de organizar estes fósseis em uma seqüência que vai de menor número de características humanas para maior número de características humanas. Australopitecíneos têm menos características humanas, seguidos pelos "erectinos," o grupo "arcaicos", e então Neanderthal e Cro-Magnon. A seqüência parece convincente para muitas pessoas e é interpretada como uma linhagem evolutiva.10 Os criacionistas não aceitam esta interpretação, apontando que os detalhes não se encaixam bem, e a série não é verdadeiramente uma seqüência de ancestrais-descendentes.11
6. Qual é a explicação criacionista para estes fósseis que têm uma mistura de características humanas e de macacos?
A resposta a esta pergunta está perdida na antigüidade. Os fósseis referidos são primariamente os "erectinos" e os "australopitecíneos".
Aqui está uma resposta possível: os erectinos parecem ter sido humanos. Talvez tenham sofrido os efeitos de um intenso endocruzamento genético e um estilo de vida pobre. Os australopitecíneos podem ter sido um tipo extinto de macaco. Parecem não ser relacionados com nenhuma espécie viva atual.
7. O que se pode dizer dos gigantes humanos que viveram antes do dilúvio? Algum já foi encontrado?
Não. Nenhum fóssil humano gigante que tenha vivido antes do dilúvio foi encontrado.
8. Como as raças humanas se originaram? Alguma delas foi marcada por uma maldição?
Todos os seres humanos estão vivendo sob a maldição do pecado, e é duvidoso de que isto se aplique mais a alguma raça do que a outra.
As raças podem se desenvolver quando pequenos grupos são isolados. Além de distâncias, a linguagem é provavelmente o maior fator de isolamento. Quando as linguagens foram confundidas em Babel, provavelmente pequenos grupos se dispersaram para vários lugares, produzindo grupos isolados que se desenvolveram em raças diferentes.
Alguns aspectos raciais podem ser o resultado do fato de que certas características fisiológicas são vantajosas em determinados ambientes. A cor da pele é um exemplo. A luz solar é necessária para produzir vitamina D. Luz solar em excesso aumenta o risco de câncer de pele. A melanina protege os que vivem em climas tropicais do câncer da pele causado por excesso de luz solar. Isto explica porque pessoas que vivem nos trópicos têm tipicamente pele mais escura. Pessoas que vivem em latitudes mais altas não necessitam de muita proteção contra o sol e têm pele mais clara. A pele escura pode ser desvantajosa em latitudes altas se a quantidade de luz solar é apenas suficiente para a produção de vitamina D.
9. Que problemas não resolvidos sobre fósseis humanos são de maior preocupação?
Por que não são encontrados fósseis de homens gigantes? Por que não são encontrados fósseis humanos que pareçam ter sido enterrados pelo dilúvio? Qual é a explicação para os fósseis que têm características de homem e de macaco?
(a) Semino O, Passarino G, Oefner PJ, + 17 other authors. The genetic legacy of Paleolithic Homo sapiens sapiens in extant Europeans: a Y chromosome perspective. Science 290:1155-1159; (b) Arsuaga JL. 1999. El collar del Neandertal: en busca de los peimeros pensadores. Madrid: Ediciones Temas de Hoy. Ver também: (c) Prideaux T. 1973. Cro-Magnon man. NY: Time-Life Books.
Para uma interpretação criacionista, ver: (a) Lubenow ML. 1992. Bones of contention. Grand Rapids, MI: Baker Books; para uma interpretação evolucionista, ver: (b) Rightmire GP. 1981. Patterns in the evolution of Homo erectus. Paleobiology 7:241-246; (c) Ciochon RL, Fleagle JG. 1993. The human evolution source book. Englewood Cliffs, NY: Prentice-Hall; (d) Facchini F. 19990. El origen del hombre. Madrid: Aguilar.
Stringer C, Gambel C. 1993. In search of the Neanderthals. NY: Thames and Hudson.
Ruff CB, Trinkaus E, Holliday TW. 1997. Body mass and encephalization in Pleistocene Homo. Nature 387:173-176.
(a) Krings M, Stone A, SchmitzRW, Krainitzki H, Stoneking M, Paabo S. 1997. Neanderthal DNA sequences and the origin of modern humans. Cell 90:19-30; (b) Krings M, Geisert H, Schmitz RW, Krainitzki H, Paabo S. 1999. DNA sequence of the mitochondrial hypervariable region II from the Neandertal type specimen. Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 96:5581-5585.
Arsuaga (ver Nota 1b). Ver também Prideaux (Nota 1c).
Uma discussão recente sobre os humanos arcaicos é dada em: Tattersall I. 1997. Out of Africa again... and again? Scientific American 276(4):60-67
Hartwig-Scherer S, Martin RD. 1991. Was "Lucy" more human than her "child"? Observations on early hominid postcranial skeletons. Journal of Human Evolution 21:439-449.
Spoor F, Wood B, Zonneveld F. 1994. Implications of early hominid labyrinthine morphology for evolution of human bipedal locomotion. Nature 369:645-648.
Uma coleção de alguns trabalhos importantes nesse campo é encontrado em: Ciochon RL, Fleagle JG, editors. 1993. The human evolution source book. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.
Kennedy E. 1996. A busca dos ancestrais de Adão. Diálogo 8(1):12-15,34. Um resumo dos fósseis humanos feito por um criacionista é dado por: Lubenow ML. 1992. Bones of contention. Grand Rapids, MI: Baker Books.
_______________________________________________________________________
Última atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. O que são as "espécies do livro de Gênesis?"
A Bíblia não diz nada acerca das "espécies do livro de Gênesis". Nela a expressão "segundo a sua espécie" é usada para descrever a variedade de plantas e animais que Deus criou (Gênesis 1), ou aquelas que foram salvas na arca (Gênesis 6:20), ou aquelas que são limpas ou impuras para se comer (Levíticos 11). Muitos criacionistas têm mantido a tradição de que Deus mandou que os animais se reproduzissem apenas "segundo a sua espécie," mas um estudo do texto mostra que a reprodução não é o assunto em discussão. A Bíblia não estabelece nenhuma regra sobre os animais se reproduzirem segundo a sua espécie. O termo "espécies do livro de Gênesis" foi criado por criacionistas para se referir à idéia de que Deus criou originalmente muitos grupos separados de indivíduos que podiam cruzar entre si, dos quais resultou a diversidade de plantas e animais que vivem hoje.1 Portanto o termo "linhagem" pode ser usado no lugar de "espécie", com a compreensão de que pode haver considerável flexibilidade genética dentro de qualquer linhagem dada.
2. Como explicamos a existência de predadores e criaturas venenosas?
A Bíblia não diz como se originaram, mas afirma que a natureza mudou devido ao pecado de Adão (Gênesis 3:14, 18; Romanos 8:20). Aparentemente Adão foi criado para ser um dos "filhos de Deus" (Lucas 3:38; Jó 1:6). Devido ao seu pecado, Adão perdeu o controle do mundo para Satanás (João 12:31; Jó 1:6,7; Jó 2:1,2). Portanto, a predação e outros males são responsabilidade de Satanás. Quando o mundo for restaurado, a harmonia na natureza será restaurada (Isaías 11:6-9; Isaías 65:25; Apocalipse 21:4; Apocalipse 22:3).
3. Há algum limite para a mudança nas espécies?
A Bíblia não aborda este ponto, mas a ciência mostra que as variações são limitadas. Não existe um sistema para quantificar diferenças morfológicas entre espécies, de forma que os limites não podem ser quantificados. Entretanto, milhares de experimentos têm sido feitos por criadores e geneticistas e muita informação já foi acumulada. As espécies têm uma grande capacidade para variação (e.g., a variação entre raças de cães é equivalente às variações observadas entre gêneros diferentes de canídeos selvagens2) e podem produzir novas variedades e espécies; mas parece implausível que este tipo de variação possa se acumular para a produção de novos órgãos ou novos planos corporais. Por outro lado, a existência de predadores e parasitas sugere que algumas espécies passaram por uma considerável mudança. Ainda não foi completamente demonstrado o mecanismo destas mudanças.3
4. Qual é a categoria taxonômica que mais se aproxima da categoria criada originalmente?
Pode não haver nenhuma resposta universal para esta pergunta; grupos diferentes possuem traços diferentes que freqüentemente não são comparáveis. Unidades taxonômicas, tais como gênero, família, ordem, etc., são definidas subjetivamente, e não há nenhuma declaração bíblica a respeito. Não há uma medida quantitativa que possa servir para definir diferenças morfológicas entre espécies. Há duas famílias de insetos tão similares entre si como duas famílias de répteis ou duas famílias de algas?4 Quem pode dizer? Se alguém quiser uma estimativa, parece que família pode ser uma boa aproximação para alguns grupos mas não para todos.
5. As espécies podem mudar com rapidez suficiente para explicar a atual biodiversidade em um tempo relativamente curto?
Não sabemos quanta mudança é necessária para explicar a biodiversidade atual, porque não sabemos o ponto de partida. Os cientistas têm descoberto que as espécies podem mudar bem rápido,5 especialmente durante períodos de stress ambiental. A maioria das mudanças observadas são pequenas, do tipo que permite distinguir entre espécies ou gêneros. Essas mudanças foram causadas por processos naturais. Se as mudanças foram dirigidas por agentes inteligentes, os resultados são difíceis de predizer.
6. Como explicamos as semelhanças moleculares e genéticas de seres humanos com os chimpanzés?
Não sabemos exatamente como as moléculas de DNA regulam a construção de corpos, mas acreditamos que há uma relação entre as seqüências de DNA e a forma e funções do corpo. Se é assim, deve-se esperar que corpos similares tenham seqüências de DNA similares. Portanto, pode-se esperar que seres humanos e chimpanzés tenham uma similaridade de DNA maior do que seres humanos e pinheiros, por exemplo. Entretanto, as similaridades entre humanos e chimpanzés são notáveis, e é compreensível que evolucionistas as expliquem como o resultado de ancestralidade comum.6 De fato, as semelhanças no DNA são tão grandes que se pergunta por que as duas espécies são tão diferentes. O que os faz diferentes? Não sabemos. A menos que apreendamos como as diferenças entre as espécies são produzidas, provavelmente não entenderemos o significado das similaridades entre humanos e chimpanzés.
7. Que problemas não resolvidos sobre mudanças nas espécies são de maior preocupação?
Como se pareciam os animais originalmente criados? Por que os humanos são tão semelhantes a outros animais, especialmente aos macacos?
Marsh FL. 1947. Evolution, creation and science. 2d edition. Washington DC: Review and Herald Publishing Assn. Nas páginas 174-175, é feita referência ao termo "baramin", um termo cunhado anteriormente por Marsh (ver nota de rodapé de Marsh na p. 174). Para uma aplicação deste conceito ver: Wood T, Cavanaugh DP. 2001. A baraminological anlaysis of the subtribe Flavertinae (Asteraceae: Helenieae) and the origin of biological complexity. Origins 52:7-27.
Wayne RK. 1986. Cranial morphology of domestic and wild canids: the influence of development on morphological change. Evolution 40:243-261.
Ver: (a) Brand LR, Gibson LJ. 1993. An interventionist theory of natural selection and biological change within limits. Origins 20:60-82; (b) Lester LP, Bohlin RG. 1984. The natural limits to biological change. Grand Rapids, MI: Zondervan.
Uma discussão desta questão está em: Van Valen L. 1973. Are categorie in phyla comparable? Taxon 22:333-359.
E.g., ver: Hendry AP, Kinnison MT. 1999. The pace of modern life: measuring rates of contemporary microevolution. Evolution 53:1637-1653.
Pseudogenes provêem um exemplo importante. Para um ponto de vista Evolucionista, ver: Max E. 1987. Plagiarized errors and molecular genetics. Creation/Evolution 6(9):34-45. Para reações contrastantes, ver: (a) Gilbert G. 1992. In search of Genesis and the pseudogene. Spectrum 22(4):10-21; (b) Gibson LJ. 1994. Pseudogenes and origins. Origins 21:91-108.
__________________________________________________________________________________
PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE A ORIGEM DA VIDA
Última atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. Os cientistas criaram vida?
Não. Os cientistas têm produzido alguns dos compostos químicos mais simples de células vivas, mas não podem combiná-los para produzir uma célula viva. A tecnologia para fazer isto não está disponível e provavelmente nunca estará. Os cientistas não conseguem nem mesmo reviver uma célula morta, embora esta ainda contenha os sistemas e compostos necessários.
2. A vida poderia ter se iniciado por acaso em uma "sopa primordial"?
Não. A vida depende de muitas reações química em condição de não equilíbrio. Proteínas e ácidos nucleicos, não são produzidos na ausência da vida. A vida é baseada em sistema químicos em desequilíbrio termodinâmico, mas as reações químicas na natureza buscam espontaneamente o equilíbrio. Além disto, não há evidência geológica de que tenha havido uma "sopa primordial" em alguma época.1
3. O que pode ser dito sobre os relatórios de vida em Marte?
Não foi encontrada vida em Marte. Os relatórios de possível vida em Marte são baseados em certos minerais encontrados em um meteorito achado na Antártica.2 Acredita-se que o meteorito tenha vindo de Marte, e alguns cientistas levantaram a hipótese de que os minerais possam ter sido formados pela ação de bactérias enquanto a rocha ainda estava em Marte. O meteorito teria sido lançado para o espaço quando um asteróide ou objeto semelhante atingiu Marte. Após algum tempo, o meteorito atingiu a Terra e foi encontrado por cientistas. A afirmação de que o meteorito tem aspectos produzidos por organismos vivos foi rejeitada pela maioria dos cientistas.3 Apesar disto a busca por evidências de vida em Marte continua.4
4. Como o desenvolvimento de teorias do caos e da complexidade tem afetado nossa compreensão sobre o problema da origem da vida?
Estas teorias não produziram nenhuma mudança radical. A teoria da complexidade tem gerado muita discussão e especulação que não mudaram a natureza do problema. A maioria dos trabalhos tem sido feitos com programas de computador, que não revelam nada sobre as origens de proteínas, ácidos nucleicos ou células vivas.5
5. Avalie a teoria de que a vida se iniciou sobre superfícies minerais ou de argila no oceano, talvez em torno de fontes hidrotermais.
Várias conjecturas têm sido propostas em relação ao desenvolvimento da vida sobre argila ou superfícies minerais. Entretanto, estas não tem nenhum apoio empírico e não há nenhuma evidência experimental significativa para avaliar.6 As fontes hidrotermais apresentam um sério problema para estas teorias, porque a água que sai delas é esterilizada, destruindo qualquer vida que possa estar presente.7 A maioria dos compostos químicos necessários para a vida são muito sensíveis ao calor.
6. Que problemas não resolvidos sobre a origem da vida são de maior preocupação?
Os dados científicos a respeito da origem da vida são consistentes com a teoria criacionista. Naturalmente, todos os estudiosos da natureza gostariam de saber mais sobre como a vida funciona.
Notas para as Questões sobre a Origem da Vida
(a) Javor GT. 1987. Origin of life: a look at late 20th-century thinking. Origins 14:7-20; (b) Thaxton CB, Bradley WL, Olsen RL. 1984. The mystery of life's origin: Reassessing current theories. NY: Philosophical Library.
McKay DS, et al. 1996. Search for past life on Mars: possible relic biogenic activity in Martian meteorite ALH84001. Science 273:924-930.
Ver: (a) Bradley JP, Harvey RP, McSween HY. 1997. No "nanofossils" in martian meteorite. Nature 390:454; (b) Yockey HP. 1997. Life on Mars? Did it come from Earth? Origins and Design 18(1):10-15; (c) Jull AJT, Courtney C, Jeffrey DA, Beck JW. 1998. Isotopic evidence for a terrestrial source of organic compounds found in Martian meteorites Allan Hills 84001 and Elephant Morain 79001. Science 279:366-369; (d) Kerr RA. 1998. Requiem for life on Mars? Support for microbes fades. Science 282:1398-1400.
Malen MC, Edgett KS. 2000. Sedimentary rocks of early Mars. Science 290:1927-1937.
Ver: (a) Horgan J. 1995. From complexity to perplexity. Scientific American 272(1):104-109; (b) Yockey HP. 1992. Information theory and molecular biology. Cambridge and NY: Cambridge University Press.
Ver Javor GT. 1989. A new attempt to understand the origin of life: the theory of surface-metabolism. Origins 16:40-44.
(a) Miller SL, Bada JL. 1988. Submarine hot springs and the origin of life. Nature 334:609-611; (b) Moulton V, Gardner PP, Pointon RF, Creamer LK, Jameson GB, Penny D. 2000. RNA folding argues against a hot-start origin of life. Journal of Molecular Evolution 51:416-421.
_______________________________________________________________________
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. Explique como os cientistas obtém idades de milhões de anos pelo método do carbono 14.
Isto não é feito. A datação por carbono-14 não pode dar resultados além de cerca de 70.000 anos. Idades de milhões de anos são baseadas em outros métodos inorgânicos, tais como o método do potássio argônio (K-Ar).
2. Como funciona a datação por carbono-14?
A datação por carbono-14 (C-14) é baseada no fato de que o C-14 é radioativo e se desintegra produzindo nitrogênio-14. Os seres vivos recebem o C-14 por meio do alimento e água, mantendo um nível constante de C-14 no corpo. Quando morrem, o C-14 que se desintegra não é mais substituído, assim o nível de C-14 diminui. Quanto maior o tempo desde a morte, menos C-14 permanece no corpo. A concentração do C-14 em um amostra pode ser medida com precisão e comparada com a quantidade de carbono-12 não radioativo. Com estas medidas pode-se calcular o tempo necessário para o nível do C-14 no corpo diminuir até este nível. Este tempo é a idade C-14 da amostra.1
3. Quão precisa é a datação por carbono-14?
Idades determinadas por carbono-14 (C-14) parecem ser precisas sempre que podem ser checadas com relatos históricos. Algumas exceções são conhecidas, tais como quando os organismos não recebem a quantidade de C-14 igual à média do ambiente, mas estes casos geralmente são facilmente explicados. Além de cerca de 1500 a.C., os registros históricos existentes são escassos e a contagem de anéis de árvore pode ser usada para calibrar e corrigir as idades por C-14.2
A parte experimental da datação por C-14 consiste em medir a proporção de carbono-14 e carbono-12, e algumas vezes do C-13, em uma amostra. Isto pode ser feito com uma boa precisão, embora seja difícil trabalhar com algumas amostras. Além disso, a precisão do resultado depende da confiabilidade dos pressupostos usados na interpretação das medidas.
4.Quais são os pressupostos usados na determinação de idades por carbono-14?
A interpretação dos resultados é baseada em vários pressupostos. Aceita-se que a taxa de decaimento radioativo do carbono-14 (C-14) não tem mudado ao longo dos anos. Não há nenhuma evidência contra este pressuposto e ele parece ser confiável. Supõe-se também que não haja perda ou contaminação de C-14 na amostra. A confiabilidade deste pressuposto provavelmente depende do ambiente em que a amostra se encontra. Uma amostra isolada para troca de átomos com o ambiente terá mais chance de evitar a contaminação ou perda do que uma amostra que se encontre freqüentemente exposta a correntes de água. Erros neste pressuposto podem frequentemente ser identificados.
Outros três pressupostos são feitos ao aplicar o método.3 Primeiro, a taxa de produção do carbono-14 deve ter sido relativamente constante. Sabe-se que ocorreram variações, mas acredita-se que pode-se fazer a correção devida. Segundo, a quantidade de carbono-14 presente em reservatórios geofísicos deve ser constante. Os reservatórios geofísicos incluem a atmosfera, os oceanos, a biosfera e os sedimentos. Este pressuposto tem sido questionado recentemente.4 Terceiro, as várias taxas de fluxo do carbono-14 entre os reservatórios geofísicos deve ser constante e o tempo de residência do carbono-14 nos vários reservatórios deve ser curto em relação à sua meia vida. Se estas três condições forem satisfeitas, o resultado é que a concentração inicial de C-14 na amostra pode ser estimada. Este resultado parece funcionar bem quando pode ser verificado. Entretanto, seria completamente invalidado para material que estava vivo antes do dilúvio.
O dilúvio deve ter alterado drasticamente a concentração do C-14. Isto porque o C-14 antediluviano estaria grandemente diluído em grandes quantidades de C-12 que agora estão enterradas na forma de carvão mineral e petróleo.5 Isto reduziria grandemente a concentração de C-14 antes do dilúvio, fazendo com que uma amostra da época parecesse muito mais velha do que é realmente. De acordo com esta interpretação, se plantas que viveram antes do dilúvio fossem datadas por C-14 usando os padrões atuais, pareceriam muito mais antigas mesmo quando ainda vivas. Isto significa que aqueles que crêem em um dilúvio mundial devem esperar encontrar idades muito grandes para organismos que viveram antes do dilúvio. O mesmo se aplicaria a plantas e animais que viveram logo após o dilúvio, antes que o novo nível de concentração de C-14 fosse atingido.
Notas para as Perguntas sobre Datação por Carbono 14
O método é descrito de forma mais completa em : Newcomb RC. 1990. Absolute age determination. Berlin and NY: Springer-Verlag, p 162-180.
(a) Ver o Capítulo 26 em Coffin HG, Brown RH. 1983. Origin by design. Hagerstown, MD: Review and Herald Publ. Assn.; (b) Brown RH. 1988. The upper limit of C-14 age? Origins 15:39-43; (c) Brown RH. 1994. Compatibility of biblical chronology with C-14 age. Origins 21:66-79; (d) Giem PAL. 1997. Scientific theology. Riverside, CA: La Sierra University Press, p 175-187; (e) Giem P. 2000. Carbon-14 dating models and experimental implications. Origins 24:50-64. The use of tree-rings to calibrate radiocarbon dates is criticized by: (f) Brown RH. 1995. Can tree rings be used to calibrate radiocarbon dates? Origins 22:47-52; ver também: (g) Radiocarbon 34(1), (1993), que é devotado à calibração da datação por C-14.
Ver p 158 no livro de Newcomb na Nota 1.
(a) Hesshaimer V, Helmann M, Levin I. 1994. Radiocarbon evidence for a smaller oceanic carbon dioxide sink than previously believed. Nature 370:201-203; (b) Joos F. 1994. Nature 370:181-182; (c) ver comentários por Brown RH. 1994. Compatibility of biblical chronology with C-14 age. Origins 21:66-79.
Post WM, Peng TH, Emanuel WR, King AW, Dale VH, Deangelis DL. 1990. The global carbon cycle. American Scientist 78(4):310-326. De acordo como esses autores, o carbono móvel total (não-carbonato) na biosfera é cerca de 40.000-45.000 gigatoneladas. A quantidade de carbono em combustíveis fósseis é estimado em 6.000 gigatoneladas, e a quantidade de kerogens (organicos) em sedimentos é cerca de 15 million de gigatoneladas. Isto dá uma razão de 300:1 para o carbono da biosfera antes do dilúvio para o carbono da biosfera atual. Este valor está fora por um fator de apenas dois do valor de 143:1 buscado por Brown (Origins 15:39-43, ver Nota 2 para a referência completa).
_______________________________________________________________________
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. Qual a idade da Terra?
A maioria dos cientistas crêem que a Terra tem cerca de 4,5 bilhões (4.500.000.000) de anos. Este valor é baseado em datação radiométrica. Muitos criacionistas crêem que a Terra tenha cerca de 6.000 a 10.000 anos. Estes valores são baseados nas cronologias no Gênesis. Alguns criacionistas crêem que esta questão não é muito importante; talvez os minerais foram criados numa ocasião e a vida em outra. A Bíblia não dá uma idade para a Terra, e nenhuma conclusão teológica é baseada na idade da Terra, de forma que esta questão pode não ser tão importante como algumas outras.
2. Por que os cientistas pensam que a Terra tem bilhões de anos?
Estes valores são o resultado de técnicas de datação radiométrica que são aplicadas às rochas. O mais popular destes métodos é provavelmente o do potássio-argônio, embora hajam vários outros, tais como o urânio-chumbo, rubídio-estrôncio, etc.1 Alguns átomos de potássio são radioativos e se transformam em argônio, um gás nobre. O material radioativo (potássio-40) é chamado de material pai; o produto (argônio-40) é chamado de material filho. À medida que o tempo passa, a quantidade de material pai (potássio-40) diminui enquanto a quantidade de material filho (argônio-40) aumenta.1
As idades determinadas por potássio-argônio são calculadas a partir da razão de argônio-40 para potássio-40. Esta razão fica maior com o decorrer do tempo. Se a quantidade de potássio-40 fica muito pequena para ser detectada, o método não pode mais ser usado para calcular a idade de uma rocha. As quantidades de potássio-40 e argônio-40 podem ser medidas com precisão, mas a exatidão da idade depende da confiabilidade de três premissas principais: taxa de decaimento constante; sistema fechado; e concentração inicial. A hipótese da taxa de decaimento constante parece válida; há pouca evidência observacional contra ela. A hipótese do sistema fechado é válida na maior parte do tempo (o método não é aplicado a rochas que mostram evidente alteração química), mas há a necessidade de cautela aqui. A hipótese da concentração inicial é a parte mais fraca do processo de cálculo de idades radiométricas. São feitas tentativas para estimar a concentração inicial da forma mais razoável possível, mas não há meio de ter certeza de que as estimativas estejam corretas. Não se pode voltar no tempo e examinar a amostra de rocha logo que foi formada. Os criacionistas que defendem uma idade curta para a Terra suspeitam que haja problemas com a hipótese do sistema fechado e com a hipótese da concentração inicial.
3. O que significa meia-vida?
Meia-vida é o tempo necessário para que metade de uma amostra de um material radioativo pai se transforme em material filho. Para o potássio-40, a meia-vida determinada é de cerca de 1,3 bilhões de anos. Isto significa que se iniciarmos com 1000 átomos de potássio-40, 500 deles terão se transformado em argônio-40 após 1,3 bilhões de anos. Após outros 1,3 bilhões de anos, apenas 250 deles terão restado, e terão se formado 750 átomos de argônio-40. Uma terceira meia vida irá reduzir o potássio-40 a 125 átomos, com a formação de um total de 875 átomos de argônio-40. Neste ponto, a razão de uma parte de potássio-40 para 7 partes de argônio-40 iria indicar uma idade de cerca de 3,9 bilhões de anos, que é aproximadamente a idade das "mais velhas" rochas conhecidas na Terra.
4. Como os criacionistas explicam idades radiométricas de muitos milhões de anos?
Os criacionistas não têm uma explicação adequada. Algumas possibilidades têm sido propostas2, mas elas não são compelentes porque não explicam porque as camadas inferiores dão em geral idades maiores que a s camadas superiores. A primeira possibilidade é que as rochas da Terra sejam muito velhas porque o planeta foi formado bem antes de a vida ter sido criada nela. Esta teoria propõe que o Gênesis se refere apenas à criação da vida no planeta e não à criação do planeta em si. Esta pode ser chamada de hipótese de dois estágios de criação. A segunda hipótese é que Deus tenha criado um planeta maduro, com árvores crescidas, animais adultos e seres humanos adultos também. Portanto, é razoável que as rochas tenham sido criadas para aparentarem idade também. Esta é conhecida como a hipótese da criação de Terra madura. Uma terceira possibilidade é a de que haja alguma razão funcional, tal como seus efeitos danosos sobre seres vivos, para que certos materiais radioativos não devessem ser abundantes.
5. Que problemas não resolvidos sobre a idade da Terra são de maior preocupação?A questão mais difícil é provavelmente a seqüência aparente de idades radiométricas, dando valores mais altos para as camadas inferiores da coluna geológica e valores menores para camadas superiores. Pergunta-se também por que a datação radiométrica produz sistematicamente idades muito maiores do que as sugeridas pelo relato bíblico; a razão para traços de atividade na coluna geológica; e busca-se uma explicação para as longas séries de camadas em gelo.
Notas para as Perguntas sobre a Idade da Terra
Ver: (a) Newcomb RC. 1990. Absolute age determination. Berlin and NY: Springer-Verlag; (b) Faure G. 1986. Principles of isotope geology. 2d edition. NY: John Wiley and Sons.
Ver: (a) Brown RH. 1983. How solid is a radioisotope age of a rock? Origins 10:93-95; (b) Brown RH. 1977. Radiometric age and the traditional Hebrew-Christian view of time. Origins 4:68-75; (c) Giem PAL. 1997. Scientific theology. Riverside, CA: La Sierra University Press, p 116-136; (d) Brown RH. 1996. Radioisotope age, Part 1. Geoscience Reports No. 20; (e) Webster CL. 1996. Radioisotope age, Part 2. Geoscience Reports No 21; (f) Clausen BL. 1997. Radioisotope age, Part 3. Geoscience Reports No 22. Loma Linda, CA: Geoscience Research Institute; (g) Vardiman L, Snelling AA, Chaffin E, editors. 2000. Radioisotopes and the age of the earth. Santee CA: Institute for Creation Research; St. Joseph, MO: Creation Research Society.
_______________________________________________________________________
PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE A SEMANA DA CRIAÇÃO
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. O que foi criado no primeiro dia da semana da criação?
Deus disse, "Haja luz." (Gênesis 1:3). A Terra era escura anteriormente (Gênesis 1:2). No primeiro dia Deus fez com que a Terra fosse iluminada. Isto não significa que a luz não existisse antes deste tempo porque a presença de Deus é associada com a luz (Apocalipse 22:5). Não é necessário supor que o fenômeno físico da luz tenha sido criado naquela ocasião, mas a Terra anteriormente escura foi iluminada. Uma possível explicação para a luz é que Deus pessoalmente e fisicamente veio a esta Terra, sendo a causa da iluminação. Se é assim, como podia se tornar escura de novo ao anoitecer? Talvez a rotação da Terra produziu o dia e a noite em partes diferentes da Terra, assim como acontece hoje.
Outra explicação possível para a luz é que o sistema solar já existisse antes da semana da criação, mas a luz era impedida de chegar à superfície da Terra. A Terra desta época pode ser comparada com Vênus, onde uma atmosfera espessa obscurece a luz do sol. No primeiro dia, a atmosfera foi clareada o suficiente para permitir que a luz atingisse a superfície da Terra.1
Talvez a luz fosse produzida por outra fonte, tal como uma supernova.
2. O que foi criado no quarto dia da semana da criação?
Disse também Deus: "Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite;..." Dois grandes luzeiros são descritos, um para governar o dia e um para governar a noite. Estas luzes apareceram no quarto dia da semana da criação. Não são apresentados os detalhes. Eles podem ter sido criados naquele dia. Se assim for, a luz dos primeiros três dias pode ter sido provida pela presença de Deus.
Se nosso sistema solar já existia antes da semana da criação, como alguns criacionistas acreditam que seja possível, então aparentemente o próprio sol não era visível até o quarto dia. Isto poderia ser explicado devido a uma cobertura atmosférica de nuvens, permitindo que a luz difusa alcançasse a superfície, mas não revelando a fonte da luz. No quarto dia, talvez a atmosfera tenha sido clareada para permitir que o sol e a lua fossem visíveis pela primeira vez.
Outra interpretação possível é que o sol e a lua existissem antes deste tempo, mas no quarto dia foram "designados" para funções específicas relativas à Terra.
A frase "e fez também as estrelas" não requer que Deus tenha criado as estrelas ex nihilo no quarto dia da criação. Alguns criacionistas têm defendido que todo universo, ou pelo menos a porção visível, foi criada no quarto dia. O texto permite esta leitura, mas não a exige. "E fez também as estrelas" é apenas uma frase parentética na qual Deus é identificado como o criador das estrelas sem identificar quando isto foi realizado. O texto parece permitir a interpretação de que as estrelas já existiam anteriormente, talvez com planetas habitados por outras inteligências criadas.2
3. Por que a seqüência dos dias da criação não se ajusta à seqüência do registro fóssil?
A seqüência da criação de acordo como o Gênesis inclui o seguinte: 1) plantas terrestres, incluindo árvores que dão semente; 2) criaturas voadoras (tais como aves) e criaturas aquáticas (tais como peixes e baleias); 3) criaturas terrestres (tais como répteis, mamíferos e seres humanos). No registro fóssil, a seqüência é rearranjada da seguinte forma: 1) peixes; 2) répteis terrestres; 3) répteis voadores; 4) mamíferos terrestres; 5) aves; 6) árvores frutíferas; 7) baleias; 8) seres humanos. A seqüência dos fósseis não se ajusta à seqüência da criação porque o registro fóssil é um registro de morte e não um regristro da criação da vida. O registro fóssil foi produzido após a semana da criação. Não havia nenhum processo de fossilização entre os dias da criação.
4. Podem os dias da criação realmente representar períodos de mil anos cada, como sugerido em II Pedro 3:8?
Fazer os "dias" da criação iguais a mil anos não ajuda explicar o texto. A seqüência fóssil não se ajusta à seqüência da criação. A vegetação foi criada antes das criaturas marinhas, mas aparece depois no registro fóssil. As aves foram criadas antes dos répteis, mas aparecem depois deles no registro fóssil.
Se imaginamos os mil anos como tendo uma única tarde e manhã, cada noite teria ocupado aproximadamente a metade deste tempo, ou 500 anos. A vegetação não poderia sobreviver a 500 anos de escuridão. Se considerarmos os mil anos como anos comuns, isto não resolve a suposta idade dos fósseis, de milhões de anos. Qualquer tentativa de fazer os "dias" da criação iguais a mil anos nada adianta para resolver as questões científicas.3
5. Poderiam os "dias" da criação representar períodos indefinidos de tempo?
No Gênesis, os "dias" da criação são numerados de 1 a 7, indicando uma seqüência. Eles consistem de "uma tarde e uma manhã" -- um período escuro e um período de luz. O processo de criação descrito é por comandos -- criação pela palavra. A linguagem parece claramente indicar dias comuns.4
Um teste para saber se esta interpretação é correta é determinar se os "dias" são usados para defender uma idéia em outros lugares na Bíblia. Na realidade são. Em Êxodo 20:11 e 31:17, os dias da criação são usados como a base para a observância do Sábado, o sétimo dia. A interpretação dos dias da criação como dias literais é apoiada pela ocorrência do Sábado como um dia literal em uma semana de sete dias literais.
Interpretar os "dias" da criação com sete períodos de tempo indefinidos não ajuda. A seqüência de eventos no Gênesis não ajusta se ao registro geológico. Se os dias não são literais, a seqüência de eventos certamente não é literal, e o processo de criação instantânea por comandos não é literal também. Se o Gênesis não descreve precisamente a seqüência de eventos ou o processo envolvido, então não faz sentido tentar achar significado nos sete períodos de tempo.
6. A semana da criação ocorreu há 6.000 anos atrás?
A Bíblia não fornece a data da criação. Ela contém dados cronológicos e genealógicos que sugerem que a criação ocorreu há cerca de 6000-7500 anos atrás, dependendo de qual versão antiga é usada. Alguns criacionistas concluíram que os dados cronológicos bíblicos são essencialmente completos, e a criação ocorreu há cerca de 6000 anos. Outros criacionistas não estão convencidos de que os dados bíblicos são completos, e aceitam uma certa extensão do tempo, desde que o caráter da história da criação não seja alterado. Retroagir a criação e o dilúvio por uns poucos milhares de anos fará pouca diferença teológica, mas retroagir milhões de anos irá implicar que os humanos têm se aperfeiçoado ao longo do tempo. Isto é contrário à mensagem da Bíblia. Portanto, a maioria dos criacionistas bíblicos irá insistir que o tempo da criação do Gênesis seja medido em milhares mas não milhões de anos.
7. Como Caim encontrou uma esposa se não haviam outros seres humanos na Terra antes da semana da criação?
Adão e Eva tiveram muitos filhos, de ambos os sexos (Gênesis 5:4). A Bíblia em geral não menciona os nomes de filhas, mas elas estavam presentes. Sem dúvida, Caim casou-se com uma irmã. Isto não iria causar problemas genéticos entre pessoas criadas tão recentemente. O acúmulo de mutações deletérias desde aquele tempo tem tornado os casamentos entre parentes bastante inconvenientes, devido à probabilidade aumentada de nascerem descendentes geneticamente defeituosos. Abraão aparentemente casou-se com uma meia irmã (Gênesis 20:12). Isto sugere que casamentos entre familiares eram socialmente aceitos na época de Abraão.
8. Por que Gênesis 1 e 2 apresentam relatos diferentes da criação?
Alguns acham que os dois relatos de criação são contraditórios, enquanto outros afirmam que os dois relatos são complementares. A interpretação de complementaridade sugere que a semana da criação é apresentada esquematicamente em Gênesis 1, terminando em Gênesis 2:4. Gênesis 1 preocupa-se com a cronologia da criação, enquanto Gênesis 2 é uma ampliação da criação dos seres humanos e seu lar no Éden. Gênesis 1 introduz a universalidade da criação, enquanto Gênesis 2 provê a abertura das histórias da experiência humana contadas no resto do livro. A linguagem dos dois capítulos pode ser interpretada como conflitante por alguém que desejar assim fazer, mas a linguagem não requer este conflito.
9. Que problemas não resolvidos sobre a semana da criação são de maior preocupação?
Que eventos ocorreram no primeiro e no quarto dias da semana da criação? Quando a água e os minerais da Terra foram criados?
Ver: (a) Mitchell C. 1995. The case for creationism. Grantham, Lincs, UK: Autumn House Publ, p 205; (b) Coffin HG, Brown RH. 1983. Origin by design. Hagerstown, MD: Review and Herald Publ. Assn, Chapter 1.
Esta interpretação explicaria Jó 38:7 como se referindo ao júbilo dos seres inteligentes em outros mundos por ocasião da criação do mundo. Que há outros mundos habitados por seres inteligentes é indicado na história de Satanás representando a Terra no concílio celestial, em Jó 1:6 e 2:1.
Ver: Hasel GF. 1994. The "days" of creation in Genesis 1: literal "days" or figurative "periods/epochs" of time? Origins 21:5-38.
Ver Nota 3.
(a) Luo PHK. 1989. Does Genesis 2 contradict Genesis 1? Ministry (March), p 15; (b) Shea WH. 1989. Literary structural parallels between Genesis 1 and 2. Origins 16:49-68; (c) Younker RW. 2000. Genesis 2: a second creation account? In: Baldwin JT, editor. Creation, Catastrophe and Calvary. Hagerstown MD: Review and Herald Publishing Assn., p 69-78.
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. Donde veio a água para o dilúvio e para onde ela foi?
Os oceanos contém água suficiente para cobrir a Terra. Se a superfície da Terra fosse perfeitamente lisa, sem montanhas ou bacias oceânicas, ela seria coberta por uma camada de água com 3 km de profundidade.1 Há água suficiente para inundar a Terra. Antes do dilúvio, certa quantidade de água estava provavelmente nos mares, certa quantidade na atmosfera e uma quantidade desconhecida de água poderia ser subterrânea. É possível que mais água tenha sido acrescentada durante o dilúvio pela colisão de um ou mais cometas, que podem ser compostos em grande parte de água. A maior parte da água está agora em bacias oceânicas.
2. Como o dilúvio pôde encobrir o Monte Everest?
Durante o dilúvio, a área onde está agora o Monte Everest era uma bacia na qual sedimentos estavam se acumulando. Isto é mostrado pela presença de fósseis marinhos no Monte Everest.2 Após o soterramento dos fósseis, atividades catastróficas elevaram os sedimentos a uma altura bem acima de sua posição anterior, formando as montanhas do Himalaia. A maioria das montanhas atuais podem ter se formado de maneira semelhante, durante o dilúvio ou logo após.
3. Como a Terra poderia ser destruída por 40 dias e 40 noites de chuva?
O dilúvio não consistiu apenas de 40 dias de chuva. As águas do dilúvio aparentemente não começaram a diminuir antes de 150 dias (Gênesis 7:24). Outros 150 dias se passaram antes que a arca pousasse (Gênesis 8:3,4). Dez meses de inundação contínua provavelmente seriam capazes de produzir grandes mudanças geológicas na superfície da Terra. Em regiões mais distantes do ponto em que a arca pousou, o dilúvio pode ter durado bem mais do que um ano.
A água não foi o único agente envolvido na catástrofe mundial. As camadas fossilíferas contém mais de 100 crateras formadas por impactos de objetos extraterrestres tais como asteróides, meteoritos e cometas.3 A crosta terrestre passou por grandes modificações durante o dilúvio. Sem dúvida a chuva teve um papel importante, mas houve muito mais do que chuva na catástrofe conhecida como o dilúvio.
4. Como sabemos que o dilúvio foi mundial? Ele não poderia ter sido restrito a algum lugar do Oriente Médio?
Jesus usou o dilúvio como um exemplo de julgamento universal (Mateus 24:37-38). Pedro confirma que apenas oito pessoas foram salvas (II Pedro 2:5).
As expressões do texto do Gênesis parecem inconsistentes com um dilúvio local.4 A linguagem é o mais universal possível: "... e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu;" Gênesis 7:19. Se a água cobriu os altos montes, iria também cobrir as regiões mais baixas. Como o propósito de Deus era destruir todos os seres humanos (Gênesis 6:7), o dilúvio deveria necessariamente ter se estendido pelo menos a todas regiões habitadas por seres humanos. Além do mais, Deus prometeu que nunca mais ocorreria outro dilúvio como aquele (Gênesis 9:11, Isaías 54:9), como simbolizado pelo arco-íris (Gênesis 9:13-17). Tem havido muitas inundações locais bastante destrutivas, que varreram muitas pessoas. O arco-íris é visto em todo mundo, indicando que a promessa se aplica a todo mundo. O dilúvio do Gênesis deve ter envolvido um nível de atividade diferente de qualquer coisa vista desde então.
Se o dilúvio foi local, a história bíblica do dilúvio não faz sentido. Não haveria necessidade de uma arca para salvar Noé ou seus animais. Noé poderia ter migrado com seus animais para outra região para evitar o dilúvio local.
Alguns tem afirmado que uma camada de barro em algumas partes do vale da Mesopotâmia é uma evidência de um dilúvio local. Entretanto, esta camada de barro é encontrada apenas em algumas das cidades. Sem dúvida, a região foi inundada alguma vez, mas isto não tem nada a ver com o dilúvio de Noé relatado em Gênesis.
5. O que se pode dizer da proposta de que o Dilúvio bíblico ocorreu no Mar Negro ou no Golfo Pérsico?
Grandes inundações ocorreram em vários lugares. Algumas destas inundações parecem ter excedido qualquer coisa na história registrada. O Channeled Scablands Flood no Estado de Washington é um destes exemplos,5 mas vários outros exemplos tem sido descobertos.6 Nenhum deles se ajusta à descrição bíblica do dilúvio. Isto é bem óbvio no caso das inundações propostas do Mar Negro e do Mediterrâneo, porque estas áreas ainda estão sob a água.
6. Que problemas não resolvidos sobre o dilúvio são de maior preocupação?
Como um evento catastrófico conseguiu produzir a seqüência ordenada de fósseis que é observada? Por que os fósseis na parte inferior da coluna geológica parecem tão diferentes de qualquer coisa viva atualmente, enquanto os fósseis na parte superior da coluna são mais semelhantes às espécies que vivem agora? Por que alguns fósseis se apresentam numa série morfológica que se ajusta, de um modo geral, com a teoria da evolução? Como as plantas e animais chegaram ao local onde agora estão após o dilúvio?
Dubach HW, Taber RW. 1968. Questions about the oceans. Publication G13. Washington DC: U.S. Naval Oceanographic Office, p 35.
Odell NE. 1967. The highest fossils in the world. Geological Magazine 104(1):73-74.
(a) Grieve RAF. 1987. Terrestrial impact structures. Annual Review of Earth and Planetary Sciences 15:245-270; (b) Grieve RAF. 1990. Impact cratering on the Earth. Scientific American 262(4):66-73; (c) Lewis FS. 1996. Rain of iron and ice. NY: Helix Books, Addison-Wesley Publishing; (d) Gibson LJ. 1990. A catastrophe with an impact. Origins 17:38-47.
(a) Hasel GF. 1975. The biblical view of the extent of the flood. Origins 2:77-95; (b) Hasel GF. 1978. Some issues regarding the nature and universality of the Genesis flood narrative. Origins 5:83-98; (c) Davidson RM. 1995. Biblical evidence for the universality of the Genesis Flood. Origins 22:58-73.
Allen JE, Burns M, Sargent SC. 1986. Cataclysms on the Columbia. Portland OR: Timber Press.
Uma grande inundação na Sibéria é descrita em : (a) Baker VR, Benito G, Rudoy AN. 1993. Paleohydrology of Late Pleistocene superflooding, Altay Mountains, Siberia. Science 259:348-350. A história de uma inundação no Mediterrâneo é contada em: (b): Hsh KJ. 1983. The Mediterranean was a desert. Princeton, NJ: Princeton University Press. As evidências de uma inundação no Mar Negro foram relatadas em (c) the Washington Post (September 13, 2002); uma inundação no Golfo Pérsico foi proposto por: (d) Teller JT, Glennie KW, Lancaster N, Singhvi AK. 2000. Noah's flood and its impact on the Persian Gulf region. Geological Society of America Abstracts with Programs 32(7):A-276.
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. A arca de Noé foi encontrada?
Não. Várias expedições buscaram encontrá-la, mas sem sucesso. Algumas formações rochosas com "forma de barco" foram encontradas na área do Ararat, mas não há nada especial com relação a elas. Há numerosos relatos de pessoas que dizem ter visto a arca, mas não há evidências para apoiar estes relatos. Parece pouco provável que a arca venha a ser encontrada. Deve-se rejeitar as afirmações de que a arca foi encontrada, mas que é necessário mais dinheiro para obter as provas. Se a arca fosse realmente descoberta, os meios de comunicação iriam assegurar que todos soubessem disso rapidamente.
2. Como todos milhões de espécies de animais poderiam caber na arca?
Não poderiam. A arca foi projetada para incluir apenas vertebrados terrestres -- aqueles que caminham sobre o chão e respiram através de narinas (Gênesis 7:22). Isso não inclui animais marinhos, vermes, insetos e plantas. Há menos de 350 famílias de vertebrados terrestres vivos. A maioria destes são do tamanho de um gato doméstico ou menores. Se cada família taxonômica estava representada na arca por um par, com as poucas famílias limpas representadas por sete pares, a arca deveria conter menos do que 1000 indivíduos. A arca poderia provavelmente acomodar dez vezes este número.1 A questão de espaço para os animais na arca não é um problema difícil.
3. É razoável supor que cada família taxonômica poderia ser representado por um único par ancestral na arca? Isto não irá exigir taxas evolutivas irrazoáveis após o dilúvio?
Algumas famílias taxônomicas podem ser grupos que representam mais do que um par ancestral. Entretanto, um par pode ter sido suficiente em muitos casos. Sabe-se que algumas espécies atuais possuem suficiente variabilidade genética para produzir variações morfológicas equivalentes a gêneros diferentes.2 As taxas de mudança morfológica podem depender do grau de isolamento genético, da quantidade de stress ambiental e também do tempo.3
4. O que se pode dizer sobre alimentação, água e saneamento para todos aqueles animais?
Estas questões não são discutidas na Bíblia. A água da chuva pode ter estado disponível, tornando o armazenamento de água desnecessário. O alimento foi aparentemente guardado na arca (Gênesis 6:21-22). O Deus que revelou a vinda do dilúvio, instruiu Noé sobre como preparar a arca e dirigiu os animais para a arca, certamente cuidou da logística necessária para o cuidado deles.
5. O que se pode dizer sobre animais com alimento muito específico, tais como o coala que requer folhas de eucalipto?
Não sabemos se os coalas foram sempre restritos a folhas de eucalipto, ou se sua dieta mudou. Nem mesmo sabemos se os coalas existiram antes do dilúvio, ou se desenvolveram-se a partir de um ancestral que foi preservado durante o dilúvio. Possivelmente não haja um meio de obter a resposta.
6. Como os animais puderam encontrar seu caminho a partir da arca até a América do Sul ou a Austrália?
Não sabemos,4 mas parece provável que os animais foram dirigidos de forma sobrenatural para ir para a arca, e de novo para se dispersar a partir da arca. Isto pode ter sido obtido pela implantação de um impulso instintivo para migrar, ou pode ter sido através da ação direta de anjos. Alguns podem objetar sobre a invocação de atividade sobrenatural, mas esta é inerente em toda a história do dilúvio. Atividades sobrenaturais não implicam necessariamente em violação de leis naturais, mas sim que os eventos foram dirigidos por seres inteligentes.
7. Que problemas não resolvidos sobre a arca de Noé são de maior preocupação?
Quantas espécies diferentes de animais foram salvas na arca de Noé, e quais são seus descendentes? Como os vertebrados terrestres se espalharam da arca até sua atual distribuição?
1. Para uma discussão criacionista sobre o espaço na arca, ver: Wodmorappe J. 1994. The biota and logistics of Noahs ark. In Walsh RE, editor, Proceedings of the Third International Conference on Creationism, July 18-23, 1994. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, p 623-631.
2. (a) Wayne RK. 1986. Cranial morphology of domestic and wild canids: the influence of development on morphological change. Evolution 40:243-261; (b) ver também as perguntas freqüentes sobre mudanças em espécies.
3. Parsons PA. 1988. Evolutionary rates: effects of stress upon recombination. Biological Journal of the Linnean Society 35:49-68.
4. Uma discussão criacionista da biogeografia da América do Sul é feita em: (a) Gibson LJ. 1998. Historical biogeography of South America, Part I: living vertebrates. Geoscience Reports 25:1-6; (b) Gibson LJ. 1998. Historical biogeography of South America, Part II: fossil vertebrates. Geoscience Reports 26:1-6.
Última Atualização: 23 May 1997
Veja a declaração no início deste trabalho
1. Ocorreu uma era glacial?
Sim. Houve um tempo quando as geleiras cobriram grandes áreas da América do Norte e do noroeste da Europa.1 A maioria dos cientistas crê que ocorreram várias eras glaciais, mas alguns criacionistas suspeitam que houve apenas uma Era Glacial, com flutuações que produziram a aparência de mais de uma.
2. Quando foi a era Glacial?
Provavelmente não muito após o dilúvio.
3. O que causou a era Glacial?
Já foram feitas muitas conjecturas acerca da causa da Era Glacial.2 Uma das melhores idéias é a de Michael Oard.3 Oard propõe que o oceano estava ainda aquecido imediatamente após o dilúvio. Isto significa que muita água se evaporaria e produziria precipitação, especialmente ao longo da trilha de tempestades da costa leste da América do Norte. Esta trilha de tempestades trouxe grandes quantidades de neve para a parte norte da América do Norte, onde o maior acúmulo de gelo ocorreu. Atividades vulcânicas mantiveram os verões frios, aumentando a precipitação e impedindo o derretimento da neve e gelo. Quando o chão ficou coberto de neve, passou a refletir mais a radiação solar. Isto esfriou mais o ar acelerando o processo. Depois de várias centenas de anos, o oceano se esfriou o suficiente para diminuir a precipitação de mais neve. A atividade vulcânica declinou também, permitindo que os verões se tornassem mais quentes, provocando o derretimento do gelo.
4. Quanto durou a era Glacial?
No modelo de Oard, a Era Glacial pode ter durado menos de 1000 anos. A maioria dos geólogos crê em várias eras glaciais, separadas por períodos mais quentes, durando centenas de milhares de anos.
5. Por que a Bíblia não diz nada sobre a Era Glacial?
A Bíblia registra a história do povo que preservou o conhecimento do prometido Messias. A Era Glacial não é relevante para esta história. Por outro lado, referências tais como Jó 38:22 podem indicar um clima mais frio no princípio da história bíblica.
6. Que se pode dizer sobre outras eras glaciais na coluna geológica?
Outras "Eras Glaciais" têm sido propostas, com base na interpretação de certas evidências, tais como sedimentos não consolidados, que são interpretados como típicos de atividade glacial.4 Entretanto, as evidências de "eras glaciais" pré-quaternárias não são fortes, e já foram propostas interpretações alternativas dos dados.5
7. Quais são os problemas não resolvidos mais importantes sobre Eras Glaciais?
Como explicar as evidências de que algumas regiões da América do Norte e Europa Setentrional experimentaram intervalos alternados de glaciação e climas mais quentes, sugerindo um período de tempo mais longo do que a maioria dos criacionistas julga disponível? Como explicar sondagens do gelo da Groenlândia e Antártica que são interpretadas como representando períodos de tempo de 100.000 anos ou mais? Qual o significado de seqüências de lâminas interpretadas como devidas a mudanças cíclicas na órbita da Terra, chamadas ciclos de Milankovich?
Wright AE, Moseley F, editors. 1975. Ice Ages: ancient and modern. Geological Journal Special Issue No. 6. Liverpool: See House Press.
Imbrie J, Imbrie KP. 1979. Ice Ages: solving the mystery. Cambridge, MA and London: Harvard University Press.
Ver: (a) Oard MJ. 1990. A post-flood ice-age model can account for Quaternary features. Origins 17:8-26; (b) Oard MJ. 1984a. Ice ages: the mystery solved? Part I: The inadequacy of a uniformitarian Ice Age. Creation Research Society Quarterly 21:66-76; (c) Oard MJ. 1984b. Ice ages: the mystery solved? Part II: The manipulation of deep-sea cores. Creation Research Society Quarterly 21:125-137; (d) Oard MJ. 1985. Ice ages: The mystery solved? Part III: Paleomagnetic stratigraphy and data manipulation. Creation Research Society Quarterly 21:170-181; (e) Oard MJ. 1990. An ice-age caused by the Genesis Flood. ICR Technical Monograph. El Cajon, CA: Institute for Creation Research.
Ver vários capítulos na referência na nota 1.
Ver: (a) Gravenor CP, Von Brunn V. 1987. Aspects of Late Paleozoic glacial sedimentation in parts of the Parana Basin, Brazil, and the Karoo Basin, South Africa, with special reference to the origin of massive diamictite. In McKenzie GD, editor. Gondwana Six: Stratigraphy, Sedimentology and Paleontology. Geophysical Monograph 41. Washington DC: American Geophysical Union, p 103-111; (b) Rampino MR. 1994. Tillites, diamictites, and ballistic ejecta of large impacts. Journal of Geology 102:439-456; (c) Bennett MR, Doyle P, Mather AE. 1996. Dropstones: their origin and significance. Palaeogeography, Paleoclimatology, Palaeoecology 121:331-339; (d) Oberbeck VR, Marshall JR, Aggarwal H. 1993. Impacts, tillites, and the breakup of Gondwanaland. Journal of Geology 101:1-19; (e) Responses in Journal of Geology 101:675-679; 102:483-485.
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. Os continentes realmente se separaram?
Aparentemente sim. Há considerável evidência de que os continentes se moveram, separando-se.1
2. Quando os continentes se separaram?
A principal separação pode ter ocorrido durante o dilúvio. Medidas atuais mostram que eles ainda se movem hoje, embora muito lentamente.
3. A divisão da Terra nos dias de Pelegue mencionada em Gênesis 10:25 pode ser interpretada pela tectônica de placas?
Provavelmente não. O contexto é a "tabela de nações" que se espalharam após o dilúvio. O texto significa, mais provavelmente, que o território da Terra foi dividido entres estes grupos de pessoas. Entretanto, não há nada no texto que evite a interpretação de que os continentes se dividiram naquela ocasião; porém, as diferenças entre os vertebrados terrestres da América do Sul e da África são tão grandes que parece pouco provável que estes continentes estiveram ligados após o dilúvio.
4. A Pangea representa o mundo pré-diluviano?
Provavelmente não. A Pangea é em grande parte coberta com sedimentos marinhos, sugerindo que fosse uma bacia ou mar epicontinental onde ocorreu a deposição durante o dilúvio. Os continentes pré-diluvianos podem ter sido destruídos no dilúvio.
5. Como podem os continentes terem se movido com rapidez suficiente para rearranjar toda a superfície da Terra durante o ano do dilúvio?
Pode não ser necessário que todo o movimento das placas fosse completado durante o dilúvio; movimentos significativos das placas podem ter continuado por algum tempo após o dilúvio. De qualquer forma, as causas do movimento das placas não são bem compreendidos. Atualmente elas se movem muito lentamente, mas poderiam se mover mais rápido se houvesse condições apropriadas. Uma grande quantidade de energia seria necessária; talvez esta poderia ter sido provida por impactos extraterrestres.2 Uma temperatura mais baixa de fusão de rochas basálticas poderia ter facilitado o movimento de placas; sabe-se que a presença de água no basalto abaixa o ponto de fusão.3 Não se sabe se o movimento das placas pode ter sido facilitado pelas "águas sob a terra" ou o rompimento das "fontes do abismo," mas vale a pena considerar esta possibilidade. Um grupo de criacionistas publicou recentemente uma teoria de movimento rápido das placas que pode prover algumas respostas a esta questão.4 Um movimento assim rápido iria aquecer tanto as placas que levaria muito tempo para esfriá-las.
6. Que problemas não resolvidos sobre tectônica de placas são de maior preocupação?
Quanto as placas realmente se moveram? Quando e quão rapidamente se moveram? O que aconteceu aos continentes pré-diluvianos? Como o magma do soalho oceânico se esfriou em poucos milhares de anos se as placas se moveram tão rapidamente durante o dilúvio?5
1. (a) Snelling AA. 1995. Plate tectonics: have the continents really moved apart? CEN Technical Journal 9(1):12-20; (b) Wilson JT, editor. 1976. Continents adrift and continents aground. Readings from Scientific American. San Francisco: W.H. Freeman.
2. (a) Clube V, Napier B. 1982. Close encounters with a million comets. New Scientist 95:148-151; (b) Glikson AY. 1995. Asteroid/comet mega-impacts may have triggered major episodes of crustal evolution. EOS, Transactions of the American Geophysical Union 76(6):49ff. See also: (c) Gibson LJ. 1990. A catastrophe with an impact. Origins 17:38-47.
3. Thompson AB. 1992. Water in the Earth's upper mantle. Nature 358:295-302.
4. Baumgardner JR. 1994. Runaway subjection as the driving mechanism for the Genesis flood. In: Walsh RE, editor. Proceedings of the Third International Conference on Creationism. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, p 63-75.
5. Este problema foi levantado em: (a) Barnes RO. 1980. Thermal consequences of a short time scale for sea-floor spreading. Journal of the American Scientific Affiliation 32(2):123-125. O problema continua não resolvido mas algum trabalho interessante em problemas relacionados pode ser encontrado em: (b) Snelling A. 1991. The formation and cooling of dykes. Creation Ex Nihilo Technical Journal 5:81-90; (c) Snelling AA. 1996. `Rapid' granite formation? Creation Ex Nihilo Technical Journal 10:175-177; (d) Anonymous. 1996. Queries and comments. Origins (Biblical Creation Society) No 21, p 22-23.
Última Atualização: 5 de Março de 2002
Veja a declaração no início deste trabalho
1. É científico crer na criação?
Em nossa sociedade, crê-se que a ciência é estritamente naturalista. Neste sentido, a criação não pode ser científica, porque a criação implica que uma inteligência sobrenatural está ativa em a natureza. Entretanto, a ciência pode ser definida de outras formas.1 Se "ciência" significar o estudo da natureza, a criação pode ser "científica." Isto segue se a natureza é entendida em relacionamento a Deus como criador. Muitos dos fundadores da ciência criam que Deus estava ativo na natureza, e que eles estavam meramente estudando Seus métodos de agir na natureza.2 A história mostra que a separação de Deus e natureza não é necessária para o avanço do conhecimento. Entretanto a ciência se preocupa em testar predições resultantes de hipóteses específicas. A hipótese de que Deus causou um evento por métodos que não são investigáveis não seria considerada científica, por não poder ser testada.
Para alguns o termo "científico" significa crença lógica em oposição à superstição. Este significado é inerente no "cientismo" -- a crença de que a ciência naturalística é o único meio de descobrir a verdade. Este é um mau uso do termo "científico" que torna impossível responder à questão se é científico crer na criação ou em qualquer outra teoria das origens.
2. É necessário que a ciência seja naturalística?
A ciência avançou porque os cientistas procuraram respostas a questões acerca de como os eventos ocorreram ou ocorrem. Isto pode ser investigado tanto quando se crê que Deus está dirigindo os eventos como quando não se crê nisto. Os cientistas não necessitam crer no naturalismo quando procuram entender o mecanismo de como os eventos ocorrem.
3. O reconhecimento das atividades de Deus por parte dos cientistas não iria desestimular a pesquisa?
A crença de que Deus está ativo em a natureza não desestimulou a pesquisa dos fundadores da ciência moderna, assim como não deve desestimular hoje. O problema que se deve evitar é deixar de investigar um fenômeno por se crer que Deus é sua causa. Muitos cientistas têm sido estimulados a estudar a natureza por crerem que Deus está ativo nela, sendo seu estudo uma oportunidade de compreendê-lo através das obras de suas mãos.
4. Que problemas não resolvidos sobre a criação e ciência são de maior preocupação?
Como obter a verdade quando a razão e a fé parecem estar em conflito?
Philosophies of science from Christian perspectives are given in: (a) Ratzsch D. 1986. Philosophy of Science. Downers Grove, IL: InterVarsity Press; (b) Pearcey NR, Thaxton CB. 1994. The soul of science: Christian faith and natural philosophy. Wheaton, IL: Crossway Books, Good News Publishers; (c) Seventh-day Adventists should consult Testimonies to the Church, Vol. 8, p 255-261 for an enlightening statement on God, nature and science.
(a) Ashton JF, editor. 2000. In six days. Green Forest, AR: Master Books; (b) Graves D. 1996. Scientists of faith. Grand Rapids, MI: Kregel Resources.