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Tradução: Urias Echterhoff Takatohi
Geoscience Reports 29:1-6 (Spring 2000).
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INGLÊS |
Introdução
Quando o astronauta John Glenn realizou sua
última e famosa viagem espacial em Novembro de 1998, comentou
acerca da visão da Terra abaixo, que se admirava como alguém
podia não crer em Deus ao contemplar Sua maravilhosa
criação.
A idéia de
planejamento em a natureza não é nova. William Paley
(1742-1805), prominente entre teólogos contemporâneos de
crença semelhante, escreveu sobre planejamento natural e
teologia natural. Sua obra ainda famosa de 1802, Natural Theology:
or Evidences of the Existence and Attributes of the Deity, Collected
from the Appearances of Nature,1 (Teologia Natural:
ou Evidências da Existência e Atributos da Deidade,
Colhidas de Aspectos da Natureza)
influenciaram eruditos por décadas. Paley comparava a
natureza a um relógio, em contraste com uma pedra, e sugeria
que ninguém iria negar que o relógio foi planejado.
Paley também se referia aos detalhes complicados do olho como
evidências de planejamento. De maneria semelhante, ele via toda
a natureza apresentando marcas de planejamento, que sugere um
planejador. Ele cria que tais evidências apoiavam a idéia
da existência de Deus.
Requeria-se a
leitura dos livros de Paley na universidade, e Charles Darwin foi
consideravelmente influenciado, mas não persuadido por ele.
Alguns argumentos de Darwin eram desafios específicos às
idéias de Paley. Sob a influência do Darwinismo o
impacto de Paley diminuiu consideravelmente, mas o poder de seu
argumento é sentido ainda hoje. Quase dois séculos após
a publicação inicial de Paley, Richard Dawkins, em The
Blind Watchmaker (1990),2 (O Relojoeiro Cego)
achou necessário contestar as idéias dele.
Freqüentemente ouvimos que a idéia de planejamento em a
natureza é teleológica ou seja, relaciona a natureza
com uma causa final, e portanto está além da
investigação científica. A inferência é
que a hipótese do planejamento é cientificamente
inaceitável, possivelmente mesmo falsa. Por esta razão
Dawkins tentou demonstrar que o planejamento aparente em a natureza é
realmente o produto de processos naturais. Ele crê que um pouco
de sorte e muito tempo é tudo o que é necessário
para explicar a complexidade da natureza. Tendo rejeitado qualquer
outra possibilidade, o que mais ele pode fazer? Isto demonstra a
distância que alguém pode ir para evitar a evidência
contrária mais óbvia e convincente.
Dawkins parece ser ponderado e cuidadoso, mas preso a uma filosofia
que o deixa sem outra opção. Outros cientistas
sentem-se desconfortáveis com esta posição.
Lewis Thomas declarou seu dilema: "Não posso fazer minha
paz com a doutrina do acaso; Não posso conviver com a noção
de falta de propósito e chance cega em a natureza. E ainda
assim não sei o que colocar em seu lugar para acalmar minha
mente. É ridículo dizer que um lugar como este é
absurdo, quando contém, diante de nossos olhos, tantos bilhões
de formas diferentes de vida, cada uma a seu modo absolutamente
perfeita, todas ligadas entre si para formar o que seguramente parece
a quem olha de fora um gigantesco organismo esférico."3
Embora a hipótese de planejamento-em-a-natureza possa ser não
testável cientificamente, ela não é
necessariamente falsa. As evidências podem ainda apontar um
planejamento; não há nenhum meio de descartar
cientificamente a hipótese. Há realidades que a ciência
não pode ver, e mesmo realidades que a ciência ainda não
descobriu. Descartamos simplesmente o óbvio porque não
podemos testá-lo? Não recorremos também a
especulações naturalísticas que não são
testáveis?
Recentemente a idéia
de planejamento ganhou prominência. John Polkinghorne escreveu,
"Penso que estamos vivendo em uma era em que está havendo
um grande reavivamento da teologia natural."4 Michael
Behe trouxe a idéia de planejamento em a natureza diante da
atenção popular em seu livro muito difundido, Darwin's
Black Box: the Biochemical Challenge to Evolution.5 (A
Caixa Preta de Darwin: o Desafio da Bioquímica à Teoria
da Evolução). Enquanto Behe crê que os
sistemas bioquímicos nos níveis biológicos
fundamentais exige o planejamento por serem irredutivelmente
complexos, ele acha que a evolução é a melhor
explicação para a origem das espécies.6 Um
favorito de alguns criacionistas, ele não é um
criacionista bíblico tradicional em um sentido estrito, mas
suas idéias são um início importante.
Temos a tendência de ver a natureza através das
restrições de nossas especialidades. Enquanto Behe pode
ver a complexidade bioquímica exigindo planejamento,
aparentemente ele não vê que a complexidade além
da imaginação em níveis biológicos
estruturais mais altos também fazem a mesma exigência.
Estas complexidades da mesma forma desafiam as explicacões
evolutivas convencionais. Na extremidade oposta do espectro da vida,
em relação ao trabalho de Behe, está o nível
ecológico. Aqui os complexos relacionamentos ecológicos
também desafiam as explicações evolutivas.
O Desafio da Ecologia
A ecologia é uma ciência
relativamente jovem que procura entender os variados relacionamentos
entre os organismos, e entre os organismos e seu ambiente não
biológico. Darwin viu a evolução como o
resultado da seleção natural, em que os membros mais
adequados de uma população eram favorecidos em relação
a outros tanto por forças ambientais bióticas como
abióticas. Portanto estes com mais freqüência
podiam deixar sua marca genética nas gerações
futuras. Isto sugere que a ecologia faz a seleção.
Entender a ecologia é importante para entender a seleção
natural e a evolução.
Ernst
Haeckel, um destacado zoólogo e fervoroso evolutionista,
cunhou a palavra "ecologia" nos anos da década de
1860.7 Ele cria que a ecologia iria fundamentar a
evolução. Em vez disto, à medida que
relacionamentos ecológicos complexos são examinados, a
ecolocia pode se tornar um desafio significativo à idéia
que devia apoiar.
Iremos examinar evidências
provenientes da ecologia moderna e da paleoecologia. Como as relações
ecológicas são vitais, iremos relacionar as evidências
com um desenvolvimento gradual da ecologia, como é
aparentemente requerido pela teoria da evolução. Iremos
também considerar o quadro que requer um funcionamento
complexo da ecologia desde o princípio, como se entende a
partir de uma crença na criação.
Estudos em Biodiversidade
O movimento ambiental tem chamado a atenção
para a importância da ecologia hoje. O livro de Rachel Carson
Silent Spring8 (Primavera Silenciosa) foi o
catalizador que iniciou o esforço popular para salvar o
ambiente da exploração desenfreada. Este movimento
levou a novas formas de proteger os ambientes, novas leis, e mesmo
novas agências governamentais. Embora alguma melhora ambiental
resultou desdes esforços, a batalha deve necessariamente ser
contínua.
Em Setembro de 1986, um grupo
de biólogos encontrou-se no Smithsonian Institute em
Washington, D.C.9 para avaliar a saúde ambiental e
planejar maiores esforços em conservação. Neste
encontro o termo biodiversidade foi introduzido, e agora se tornou o
foco de pesquisas em expansão e a base de uma ciência
emergente. A idéia se tornou um tema cada vez mais freqüente
na literatura popular e científica, como é visto no
gráfico que mostra um número crescente de referências
na Internet usando a palavra "biodiversidade" em um busca
na "Ebsco Host".
Observe que o
ano de 1998 inclui apenas referências de
Janeiro a Setembro. Se o número de referências em
Setembro for representativo, o ano de 1998 deve terminar com cerca de
230 referências como indicado pela coluna adjacente.
A biodiversidade inclui o grande conjunto de
espécies que formam os vários ecosistemas do mundo.
Também inclui as diferentes populações daquelas
espécies com seus complexos de muitos
genes. Estes provêem a mais essencial qualidade da
biodiversidade: seus inumeráveis e necessários serviços
ecológicos. Nas palavras de Yvonne Baskin: "É este
profuso conjunto de organismos que chamamos 'biodiversidade,' uma
teia intricadamente ligada de coisas vivas cujas atividades trabalham
em concerto para tornar a Terra um planeta singularmente
habitável."10
Embora
numerosos estudos revelem a natureza da biodiversidade, seus serviços
são apenas parcialmente compreendidos. É óbvio,
entretanto, que os organismos formando ecosistemas se juntam numa
teia de serviços sem a qual eles não poderiam
existir.
Alguns exemplos destes serviços
incluem: bioprodutividade; reciclagem de nutrientes; muitos serviços
mutualísticos entre plantas, animais, e outros grupos de
organismos; relacionamentos de solo, incluindo mycorrhizae e suas
plantas hospedeiras; serviços de polinização;
serviços de dispersão de sementes; relacionamentos
entre formigas e plantas; relacionamentos de liquens e seus serviços
de formação de solo; etc. A biodiversidade inclui até
serviços alternativos quando o stress impede o funcionamento
adequado de alguns componentes do ecosistema.
Considere, por exemplo, a polinização, um importante
processo ligando plantas e animais. Edward O. Wilson da Harvard
University escreve sobre polinização como uma cadeia
que leva diretamente a nossa espécie.11 Muitas
plantas necessitam de insetos. Se as plantas precisam dos insetos
para existir, então os seres humanos também precisam
dos insetos para existir. Enquanto Wilson atribui isto a "milhões
de anos de coevolução," este ponto de vista deixa
de considerar uma questão fundamental. Os relacionamente
específicos planta- polinizador podem mudar, mas como o
relacionamento original planta-polinizador iniciou? Como flores
produzindo nectar e pólen e necessitando polinizadores, e
animais necessitando nectar e/ou pólen se originaram? Como se
tornaram tão vitalmente interconectados?
Embora não completamente entendidos ou mesmo reconhecidos,
estes numerosos relacionamentos essenciais são claramente
importantes. Peter Raven observa que quando uma planta é
exterminada, com freqüência cerca de dez a trinta outras
criaturas se tornam extintas,12 porque não podem
sobreviver sem os serviços providos direta ou indiretamente
pela planta.
O foco dos estudos de
biodiversidade tem se tornado a necessidade de conservar nosso
ambiente para o maior bem de todos seres viventes. Em um discurso
para estudantes na University of Nebraska, Edward O. Wilson discutiu
a afirmação de alguns economistas de que espécies
que provêem serviços redundantes podem ser devastadas
com impunidade. Cada espécie provê vários
serviços ecológicos, mas qualquer redundância que
possa fazer parecer que uma das espécies é dispensável
em uma situação pode ser vitalmente necessária
em outra, e portanto nenhuma espécie é dispensável.
Wilson disse acerca das muitas espécies diferentes: "Salvem
todas elas!"13 Diversidade de espécies é
indispensável para o funcionamento normal de ecosistemas.
Estas descobertas enfatizam que em ecologia, o que parece
indispensável agora, era também indispensável no
passado. É difícil imaginar de outra forma, e ainda
assim poucos pensam sobre as implicações históricas
e filosóficas de tais relacionamentos necessários.
A natureza dos serviços da biodiversidade levanta a questão:
se os relacionamentos ecológicos são necessários
para ecosistemas funcionando agora, como poderiam ter sido
desnecessários em alguma outra época? Mas é isto
que a evolução aparentemente requer. Não apenas
os organismos devem ter progredido de estruturas e funções
simples para complexas, mas a ecologia teria progredido de forma
semelhante.
A explicação usual
para a origem da ecologia é a coevolução. A
coevolução é definida como a "evolução
conjunta de duas ou mais espécies que não se cruzam e
que tem um relacionamento ecológico próximo; por meio
de pressões seletivas recíprocas, a evolução
de uma espécie no relacionamento é parcialmente
dependente da evolução da outra."14
Alguma ecologia devia necessariamente já existir quando a
coevolução iniciou. Agindo pela seleção
natural de condições existentes, a coevolução
pode permitir que espécies refinem relacionamentos mútuos,
mas não pode dar conta da origem dos relacionamentos básicos
que permitiram que ela acontecesse inicialmente. Parece não
haver nenhum modo imaginável para que toda a teia de
relacionamentos evoluísse independentemente de qualquer
maneira integrada.
Como a evolução
tem falta de um esquema concreto para explicar a origem da ecologia,
embora ela seja essencial agora, o planejamento parece ser uma
explicação alternativa razoável. Os
relacionamentos indispensáveis em ecologia sugerem que a
ecologia foi sempre funcionalmente desenvolvida. São os
complexos relacionamentos eco-químicos e eco-físicos de
alguma forma menos impressivos do que aqueles processos citoquímicos
que tanto impressionaram Behe? Não! Dado que a
eco-complexidade é dependente de todas outras complexidades
fundacionais subjacentes nas células, tecidos e organismos, a
complexidade ecológica é até mais
impressionante.
Devemos reconhecer que a
ecologia atual é muito diferente do quadro ecológico
original visualizado pela maioria dos criacionistas. Os
relacionamentos naturais agora incluem várias características
negativas (por exemplo, morte, predação e
parasitismo).
Conquanto possa-se esperar a
ocorrência de aspectos negativos no quadro evolutivo, também
é necessário perguntar por que persistem. Predação
e parasitismo colocam em perigo e destroem os organismos de que
dependem os predadores e parasitas. Relacionamentos mutuamente
benéficos deveriam ser mais duradouros e desejáveis em
seleção natural. De uma perspectiva da criação,
tanto os organismos atuais como a ecologia de que dependem estão
degenerados. A exploração egoísta da natureza,
mais diversas instabilidades do tipo efeito dominó, e várias
catástrofes, incluindo o dilúvio bíblico,
danificaram a ecologia original.
A perda de
biodiversidade coloca ecossistemas sob tensão devido à
perda de espécies, perda de genes e perda de serviços
da biodiversidade. As mutações também
danificaram os genes e produziram deformidade genética. Mesmo
que não possamos explicar com detalhe como os aspectos
negativos surgiram, a degeneração é uma
realidade em nosso mundo que seguramente está relacionada com
o desarranjo da ecologia original. Na falta de recursos disponíveis
no menu original, as espécies sobreviventes são
confrontadas com duas escolhas: ou sofrem extinção ou
exploram outros recursos até então não
utilizados. As duas coisas devem ter ocorrido, de forma que a
natureza e a ecologia hoje são muito diferentes da criação
original.
Mesmo com estes acontecimentos
infelizes, é claro que um quadro da natureza com uma ecologia
desenvolvendo-se gradualmente não é razoável.
Alguns podem argumentar que os ecosistemas se desenvolveram
gradualmente de pouco ou nada em sucessão primária.
Entretanto, tal sucessão apenas funciona devido a semeadura a
partir de fontes adjacentes, e sucessão é bem diferente
de desenvolvimento de um ecosistema a partir de nada.
A idéia de ecosistemas funcionais sendo planejados e criados
parece mais compatível com o que é encontrado agora em
a natureza. As interdependências amplas, e freqüentemente
obrigatórias, sugerem que tais relacionamentos são
necessários para a operação eficiente do mundo
natural.
O Quadro Paleontológico
De uma perspectiva evolutiva, o desenvolvimento
da ecologia deve ter ocorrido com a evolução. Num
início desta forma, quando as espécies vivas eram
poucas e relativamente simples, a ecologia seria também
simples. Muitas novidades biológicas ineficientes teriam sido
possíveis. À medida que as espécies aumentassem
tanto em complexidade quanto em número, e suas interrelações
também se desenvolvessem, a ecologia teria se tornado mais
complexa. Com o tempo, a biodiversidade também teria
aumentado.
Se esta percepção
evolutiva de uma ecologia em desenvolvimento é verdade, seria
esperado que se encontrassem evidências disto no registro
fóssil. Por exemplo, ao se prosseguir de cima para baixo ao
longo da coluna geológica, em todo lugar em que ocorre a uma
preservação significativa de comunidades antigas, uma
simplificação crescente das comunidades deve ser
evidente. Lagerstäten15 é o termo
paleontológico para depósitos com preservação
extraordinária e riqueza fóssil. Se o cenário
evolutivo de desenvolvimento ecológico é válido,
uma simplificação ecológica deve ser mais
evidente nos sítios Lagerstäten bem explorados e
estudados, dos estratos mais recentes para os mais antigos.
Um sítio deste tipo é o Burgess Shale (folhelho) de
British Columbia, Canada. Este depósito do cambriano médio
contém fósseis extraordinariamente preservados,
incluindo vários tipos de corpo mole. Desde a descoberta de
Burgess Shale, outros depósitos semelhantes, mas amplamente
espalhados, foram encontrados, incluindo alguns descritos como do
cambriano inferior.16 O Burgess Shale contém 140
espécies em 119 gêneros e 14 filos.17 A
maioria das espécies são do tipo bentônico.18
Há também vários fósseis de algas,
indicando uma comunidade de águas rasas, provavelmente de
menos de 100 metros de profundidade. Nenhuma das criaturas
representadas vive hoje, e a maioria delas podem ser descritas como
extraordinárias.19 Entretanto, dois autores citados
por Gould20 indicacam que embora os fósseis tenham
uma natureza não usual, a ecologia de Burgess Shale é
bem comum comparada com a ecologia de hoje. Como o próprio
Gould afirma: "Não se pode mais atribuir a disparidade
das formas primitivas à pressão reduzida de um mundo
fácil, sem a competição Darwiniana na luta pela
existência, e portanto aberto para qualquer dispositivo exótico
ou experimento fraudado. A estrutura trófica da vida marinha
metazoária foi estabelecida cedo na evolução"21
Colocado de forma simples, a ecologia complexa já estava
presente bem cedo na história da evolução.
Outras faunas fósseis menos bem preservadas são
encontradas nos estratos do cambriano inferior e pré-cambriano
superior,22 mas enquanto possam também sugerir uma
existência bentônica, 23 o nível de
preservação é insuficiente para tirar qualquer
conclusão sobre sua ecologia. De qualquer forma o tipo moderno
de ecologia parece evidente nos níveis inferiores dos estratos
com fósseis. Não há indicação de
simplificação ecológica. Os evolucionistas
procuram no pré-cambriano por tais indicações,
porém, em vez disto, a evidência indica que os
microfósseis do pré-cambriano podem não ser tão
antigos como se supõe.24 A evidência
paleontológica não apoia de forma clara a progressão
hipotética da ecologia simples para a complexa exigida pela
teoria da evolução. Parece ser melhor a idéia de
ecologia completamente funcional desde o princípio.
Conclusão
Planejamento em a natureza tem sido um tema
considerado com freqüencia crescente em várias
publicações científicas recentes. Alguns
consideram o planejamento como uma explicação
necessária para a origem de sistemas bioquímicos. Um
exame da complexidade ecológica e as evidências
paleontológicas não apoiam a explicação
evolutiva para a ecologia.
As evidências
tanto da ecologia moderna como da paleoecologia apoiam a idéia
de planejamento em a natureza. Comparada com explicacões
evolutivas, o planejamento é uma explicacão alternativa
razoável para a ecologia e portanto uma evidência para a
criação.
Embora uma ecologia
altamente integrada não possa dizer exatamente quando a
criação ocorreu, ela sugere fortemente a necessidade de
uma criação de curta duração. Se não
fosse assim, serviços ecológicos essenciais poderiam
faltar e os ecosistemas teriam fracassado.
A
Bíblia é enfática em colocar que Deus criou em
seis dias, embora diga pouco sobre quando os eventos ocorreram. Se a
criação ocorreu em poucos dias, os vastos períodos
de tempo evolutivo seriam desnecessários. Muito tempo estaria
disponível para as mudanças que são observadas,
e portanto, a ecologia também é consistente com a
hipótise de criação recente.
NOTAS
Paley W. 1986. Natural theology. 12th edition. Charlottesville, VA: Lincoln-Rembrandt Publishing.
Dawkins R. 1990. The blind watchmaker: why the evidence of evolution reveals a universe without design. NY: W. W. Norton & Co. 332p.
Thomas L. 1980. On the uncertainty of science. Harvard Magazine 83(1):19-22. Citado por Roth AA. 1998. Origins: linking science and Scripture. Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, p. 333.
Polkinghorne J. 1996. The revival of natural theology. Chronicle of Higher Education 4(2):B9.
Behe M. 1996. Darwin's black box. NY: Free Press. 307p.
The New York Times, 29 October 1996, Tuesday Final Section A; Editorial Desk, Column 2, p. 25.
Smith RL. 1992. Elements of ecology. NY: Harper-Collins, p. 3.
Carson R. 1962. Silent spring. NY: Houghton-Mifflin.
Veja o relatório do National Forum on BioDiversity. 1986. Mass extinction of species. Smithsonian Magazine, November, p.42-47.
Baskin Y. 1997. The work of nature: how the diversity of life sustains us. The Scientific Committee on Problems of the Environment (SCOPE). Washington DC: Island Press, p 3.
Foreword in: Buchman SL, Nabhan GP. 1996. The forgotten pollinators. Washington DC: Island Press/Shearwater Books.
Raven PH. 1976. Ethics and attitudes. In: Simmons J, et al., editors. Conservation of threatened plants. NY: Plenum Publishing, p 155-181; citado em Baskin (Note 10), p 36-37.
Discurso feito em 12 de Outubro de 1998 na University of Nebraska, Lincoln, Nebraska.
Smith (Note 7), in Glossary p 3.
Para uma lista de vários sítios lagerstätten, ver a seguinte URL: http://www.museum.state.il.us/exhibits/mazon_creek/lagerstatten.html
Outros sítios semelhantes foram achadas em outras partes da British Columbia e no Idaho, Utah, Pennsylvania, Groenlândia, Austrália, e China.
Gould SJ. 1989. Wonderful life: the Burgess Shale and the nature of history. NY: W. W. Norton & Co. 347p.
Que vivem no fundo.
Whittington descreveu-os como "maravilhas estranhas" em: Briggs DEG, Whittington HB. 1985. Modes of life of the arthropods from the Burgess Shale, British Columbia. Transactions of the Royal Society of Edinburgh.76:149-160.
Briggs and Whittington (Note 19); also Morris C. 1986. The community structure of the Middle Cambrian phyllopod bed (Burgess Shale). Palaeontology 29:423-482.
Gould (Note 17), p 223-224.
Exemplos incluem a Fauna Tommotiana no cambriano inferior e a Fauna Ediacara logo abaixo do limite pré-cambriano.
Vestígios fósseis pegadas e trilhas foram encontradas sugerindo uma existência bentônica.
Roth AA. 1992. Life in the deep rocks and the deep fossil record. Origins 19(2):93-104.
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